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Oscar Rosa Mattos LNDC/COPPE/POLI/UFRJ
Resume As recentes descobertas de reservas de petróleo na chamada região do pré-sal do Brasil impõe importantes desafios tecnológicos a serem vencidos. No que concerne à área de matérias e seus respectivos desgastes, novos tipos de aços estão sendo propostos para atuarem em elevadas pressões na presença de H2S e CO2. Estas condições impõem que os materiais sejam testados em laboratórios antes de recomendar seu efetivo uso. Os dispositivos de ensaios comerciais em geral não estão adaptados para trabalharem nas condições exigidas do pré-sal, particularmente em pressões elevadas. O LNDC tem atuado no desenvolvimento de tais dispositivos, tanto para ensaios de fadiga em pressões que podem chegar a 600 atm, como ensaios de permeação ao hidrogênio e mesmo ensaios de corrosão sob tensão. Com efeito, particularmente para ensaios de fadiga, há que se levar em consideração que a pressão interna da autoclave irá atuar de forma significativa nas respectivas garras.
Este efeito irá gerar uma força elevada nas mesmas tendendo a expulsá-las para o exterior do vaso. Outro aspecto igualmente importante é a compensação desta força na tensão cíclica de fadiga a ser imposta. No que concerne os ensaios envolvendo H2S, a corrosão deste meio gera em geral hidrogênio, que poderá penetrar o material e danificá-lo. Para caracterizar este fenômeno, além dos ensaios de corrosão é comum fazer ensaios de permeação de hidrogênio onde o material metálico atua como membrana em uma célula tipo Devanathan. Estas células existem para atuar em pressão atmosférica, mas inexistem em elevadas pressões. No LNDC desenvolvemos uma célula capaz de atuar até 200 atmosferas. Na presente apresentação iremos detalhar tais projetos e discutir de forma crítica os ensaios a serem efetuados.
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