Intercorr 2012

Technical Lectures

Revestimento de implantes metálicos para favorecer a biocompatibilidade e bioatividade.

Mônica Calixto de Andrade

Alguns materiais artificiais implantados no tecido ósseo tendem a ser encapsulado com tecidos fibrosos, o que impedi o contato direto com a matriz óssea, dificulta a osteointegração e não garante o sucesso do implante. Melhor explicando, eles não aderem ao tecido ósseo devido à ausência de ligação química ou biológica na interface do implante com o tecido e pode não fazer a função solicitada do implante. Dentre os materiais que apresentam estas características estão o titânio e suas ligas, o aço inoxidável e as ligas de Co-Cr-Mo, que são considerados bioinertes. Cabe ressaltar que estes metais tem propriedades mecânicas interessantes para serem usados como biomateriais, além de apresentarem boa biocompatibilidade, elevada resistência à corrosão e estabilidade química em ambiente fisiológico.


O módulo de elasticidade da maioria destes materiais são diferentes do tecido ósseo, e o titânio e suas ligas é o que apresenta o módulo mais próximo do osso, o que justifica o maior uso do titânio, em conjunto com sua baixa densidade. Para aumentar a capacidade de ligação destes implantes com o tecido ósseo tem-se revestido estes materiais com fosfatos de cálcio ou biovidros, como também modificado a superfície dos implantes com diversos tipos de tratamentos superficiais objetivando mudanças físicas e químicas dos óxidos existente nas superfícies dos metais e suas ligas. Assim, é fundamental o estudo de diversos tipos de revestimento e tratamentos superficiais para formar superfícies mais bioativas, que propicia a formação de uma ligação com o tecido ósseo, garantindo a osteointegraçao, diminuindo a formação de tecido fibroso e como o tempo de recuperação do paciente.

« back


ABRACO - Associação Brasileira de Corrosão
Av. Venezuela, 27 / 412 Centro l Rio de Janeiro l 20081-311
Phone: +55 (21) 2516-1962 - Fax: +55 (21) 2233-2892